Volume I Capítulo 3 Herança

Terkejut! Suami Sewaan yang Kuperkerjakan Ternyata Adalah Pangeran Muda Keluarga Terkemuka Beijing Lou Ying 2981字 2026-03-15 14:34:09

Após recuperar-se por alguns instantes, Song Qingyu conduziu Pei Jingmo de volta à pequena casa de campo que sua mãe lhe deixara.

Sua mãe chamava-se Xie Qingya, uma pintora de extraordinário talento. Aquele era o lugar onde, em vida, ela costumava pintar.

Song Qingyu levou Pei Jingmo até o quarto de hóspedes no segundo andar. “Senhor Pei, daqui em diante, o senhor ficará aqui.”

A formalidade e a distância do tratamento fizeram Pei Jingmo deter os passos. “Já somos marido e mulher, pode me chamar diretamente pelo nome.”

Song Qingyu hesitou, surpreendida, mas logo se recompôs. “Desculpe, foi distração minha. Então vou chamá-lo de... Jingmo?”

O olhar de Pei Jingmo suavizou-se levemente. “Pode.”

Song Qingyu retornou à suíte principal. Sobre a mesa, havia uma fotografia sua com a mãe. Seus dedos esguios percorreram suavemente o rosto materno; seus olhos umedeceram.

“Mamãe, que saudade de você.”

Como uma criança magoada, ansiava pelo colo materno, mas a mãe já não estava ali. Antes, ainda restava Chu Xingzhi, mas agora, até ele a traíra.

Ao lembrar-se de Chu Xingzhi, uma dor aguda e latejante tomou-lhe o peito.

Meia hora depois, Pei Jingmo apareceu à porta de Song Qingyu trazendo uma xícara de água quente.

Nenhuma resposta.

Ele abriu a porta e entrou.

Song Qingyu adormecera na cadeira de balanço da varanda. Abraçava um porta-retratos; mesmo durante o sono, seu corpo estremecia, e lágrimas pendiam-lhe dos olhos, despertando a mais terna compaixão.

Com delicadeza, ele enxugou-lhe as lágrimas. “Pobrezinha...”

No porta-retratos, uma fotografia: uma mulher bela e gentil abraçava uma menina de sete anos. Ambas sorriam com felicidade.

A garotinha exibia longos cabelos presos em dois rabos de cavalo, usava uniforme naval e boina azul e branca — uma adorável figura.

De repente, a cena do primeiro encontro entre os dois irrompeu na memória de Pei Jingmo.

Naquele tempo, ele enfrentava sozinho dez adversários, imerso na briga, quando uma voz infantil ressoou: “Senhor policial, é aqui, tem gente brigando.”

Ao ouvir sobre policiais, os covardes fugiram em desespero.

Ele soltou um muxoxo, recostou-se na parede e acendeu um cigarro.

Os policiais não vieram; apenas uma cabecinha surgiu ao lado. Ao ver que todos tinham ido embora, ela suspirou de alívio e, a passos hesitantes, aproximou-se: “Irmão, você está bem?”

Ele ergueu as pálpebras, lançando-lhe um olhar indiferente. Pela farda da escola aristocrática, percebeu tratar-se de alguma senhorita de família rica, tomada de senso de justiça e curiosidade.

“Cai fora!”

Ela estremeceu, apavorada pelo grito. Imaginou que ela fugiria, mas, ao contrário, a menina tirou da bolsa um curativo de coelhinho e, junto com um grande doce de leite, colocou-os em sua mão.

“Se alguém te incomodar de novo, chame a polícia. Não tenha medo, os policiais vão te proteger.”

Pei Jingmo: “...”

A pequena achava mesmo que ele era a vítima...

“Senhorita, onde está você?”

Alguém a procurava. Ela acenou em despedida: “Preciso ir. Fique forte, assim ninguém se atreverá a mexer com você.”

Enquanto via a pequena afastar-se com passinhos curtos, ele lançou um olhar às coisas em sua mão.

Heh—

Se ela soubesse que ele não era o agredido, mas sim o agressor, teria tomado de volta os presentes? De todo modo, não precisava de objetos tão infantis.

Jogou displicentemente o doce enjoativo e o curativo no lixo.

Mais tarde, nem ele mesmo soube como aqueles itens apareceram em seu quarto.

E, ao longo dos anos, tornaram-se seu único consolo.

Recobrando-se da recordação, aproximou-se e depositou um beijo suave nas pálpebras inchadas de Song Qingyu.

Depois, fitou a mulher no porta-retratos e prometeu: “Fique tranquila, cuidarei bem dela.”

Quando Song Qingyu despertou novamente, sentia-se confusa.

Não estava na varanda? Como fora parar na cama?

Sobre o criado-mudo, havia um bilhete. Ela pegou-o e examinou:

A caligrafia era impetuosa, quase ilegível. Após muito esforço, conseguiu decifrar duas palavras: “Trabalho... comer.”

Ao descer, viu a mesa posta com comida fresca.

Ao abrir a geladeira — antes vazia — deparou-se com frutas e verduras frescas, abarrotando o interior.

Combinando o bilhete com o cenário, Song Qingyu deduziu que ele fora para o canteiro de obras e a lembrara de comer.

De fato, sentia fome. Sentou-se à mesa, pegou os hashis e, à primeira garfada, seus olhos brilharam.

Song Qingyu era exigente com comida; não esperava que Pei Jingmo cozinhasse tão bem.

O passado já se fora; por mais doloroso ou angustiante, não havia mais serventia.

O futuro era o que importava.

Após comer, passou a tarde no ateliê materno e, enfim, conseguiu deixar tudo para trás.

A campainha soou. Ao abrir a porta, foi surpreendida por um abraço caloroso. “Meu tesouro, você sofreu demais!”

Era Xie Liuzheng, sua melhor amiga. Atriz, estivera presa num deserto onde o sinal do celular era intermitente; só ao retornar soube da traição de Chu Xingzhi.

“Maldito Chu Xingzhi! Eu achava que ele te amava de verdade. Sempre que via vocês juntos, dizia que também queria um homem como ele. Mal sabia eu que era um canalha vestido de cordeiro!”

As três haviam partilhado a vida desde o ensino médio até a universidade, e Xie Liuzheng fora testemunha do amor de Chu Xingzhi e Song Qingyu.

Song Qingyu tinha saúde frágil, e Chu Xingzhi — um típico filho de família abastada — no verão fazia-se seu leque artesanal, no inverno trazia-lhe leite quente e bolsas térmicas.

Xie Liuzheng sempre invejara tamanha dedicação. A traição de Chu Xingzhi foi um golpe profundo também para ela.

“Ouvi dizer que ele quis que você fosse até lá pedir desculpas! Que absurdo! Não tem vergonha?”

“Já terminei com ele.”

Xie Liuzheng arrastou Song Qingyu até o sofá e a envolveu num abraço afetuoso. “Não se preocupe, amiga. Da próxima vez, arranjaremos alguém muito melhor para você.”

Song Qingyu hesitou, mas decidiu contar-lhe: “Já me casei.”

“O quê? Você... casou? Com quem?”

Song Qingyu abriu a gaveta, pegou a certidão de casamento e entregou à amiga.

“Meu Deus! Onde você encontrou essa raridade? Que homem mais charmoso e másculo!”

No mundo do entretenimento, Xie Liuzheng já vira toda sorte de beldades, mas, ao ver Pei Jingmo, ficou impressionada.

Ele era de traços austeros, imponente, com um ar rebelde.

Mas logo franziu o cenho.

“Só achei ele meio escuro demais. Vocês juntos parecem um 'pão sujinho' e uma 'neve branca'!”

Na verdade, Pei Jingmo tinha a clássica pele bronzeada; Song Qingyu, por sua vez, era tão alva que resplandecia.

Qualquer um ao seu lado pareceria desbotado.

“O que ele faz?”

“Construção...”

“Arquiteto? Nada mal!”

“Não.”

“Então ele é CEO de construtora?”

“... Não, é operário da construção civil.”

“O quê?!”

Xie Liuzheng saltou, agitada. “Operário?”

Ela afagou a cabeça de Song Qingyu. “Você ficou tão abalada com Chu Xingzhi que perdeu a razão? Como foi escolher logo um operário?”

Song Qingyu segurou-lhe a mão. “Ele salvou minha vida. E é uma boa pessoa.”

“Mas você mal o conhece! Como pode ter certeza? E se ele for um lobo em pele de cordeiro? Você, coelhinha, não vai acabar devorada?”

Song Qingyu recordou os dias de hospital, quando Pei Jingmo esteve ao seu lado, cuidando dela. Se não fosse por ele, talvez nem tivesse recebido alta tão cedo.

“Quando o conhecer, vai ver que ele é bom.”

Xie Liuzheng notou a data de nascimento de Pei Jingmo e arregalou os olhos. “Ele é oito anos mais velho!”

Song Qingyu sossegou-a: “Melhor assim, mais maduro, sabe cuidar.”

Xie Liuzheng: “...”

Diante do olhar resoluto de Song Qingyu, ela suspirou, resignada. Era uma mulher de decisões firmes; uma vez tomada, nem oito bois a fariam voltar atrás.

Já que estavam casados, nada do que dissesse mudaria algo. Só podia esperar que Pei Jingmo não fosse um canalha.

Yunding Club.

Assim que Pei Jingmo chegou, Fu Linhan e Bai Yinian levantaram-se imediatamente, acolhendo-o com um abraço.

Fu Linhan lhe deu um soco amistoso. “Você volta para a capital e, ao invés de nos procurar, vai trabalhar numa fábrica? Ficou maluco?”

Bai Yinian: “O velho te obrigou a se aposentar para você voltar e assumir os negócios da família. O que está havendo?”