Capítulo Um: Vim para substituir, não para fazer caridade!

Sang Dewa Hanya Ingin Pulang Setelah Bekerja Mimpi yang Layak 01 2810字 2026-03-14 06:37:50

“Bzzz, bzzz...”

O zumbido vibrante junto ao travesseiro arrancou Du Kang do mundo dos sonhos.

Meio desperto, estendeu a mão, tateando até agarrar o celular diante dos olhos; a luz intensa da tela o obrigou a semicerrar as pálpebras, franzindo profundamente a testa. Apenas após vários segundos e incontáveis pestanejos, conseguiu distinguir o que ali se exibia.

[Parabéns, você encontrou uma tarefa emergencial de substituição, venha aceitá-la agora~]

Du Kang: “???”

Tocou duas vezes na mensagem, desbloqueou na leitura de digital que surgiu e, ao adentrar a interface do aplicativo, deparou-se com informações mais detalhadas—num visor que lembrava um aplicativo de recrutamento, uma tarefa piscava incessantemente: [Contratação urgente de substituto temporário: 1 funcionário de limpeza diária para o Palácio do Santo Guerreiro, pagamento diário, salário a negociar], acompanhada de uma vibração tão intensa que quase entorpecia sua mão.

Ao clicar na tarefa, surgiu uma janela com a opção [Deseja aceitar esta missão de substituição—Sim/Não]. Só então a vibração cessou, e Du Kang finalmente compreendeu o que se passava.

Ele, Du Kang, desempregado… ou melhor, trabalhador flexível, após terminar o recém-lançado [Dragão Oculto: Queda do Império (versão demo)] e adquirir a pré-venda de luxo, fora abruptamente despertado, em pleno sono profundo, por uma notificação de um aplicativo misterioso que surgira em seu celular três dias antes.

O primeiro mistério: Du Kang tinha plena certeza de jamais ter baixado ou instalado tal aplicativo, tampouco permitira que outrem mexesse em seu aparelho. Ainda assim, o aplicativo simplesmente aparecera, bem no centro da tela, impossível de ignorar.

O segundo mistério: aquele tal [Substituto de Trabalho], por mais ilegal que parecesse, após rigorosos testes de Du Kang, revelava-se invisível a qualquer outra pessoa, tanto o ícone quanto a interface.

Além disso, não exigia que Du Kang se registrasse. Na primeira abertura, apenas uma saudação—“Bem-vindo, único usuário autorizado do aplicativo [Substituto de Trabalho], Du Kang, seu registro foi efetuado automaticamente”—e todos os seus dados pessoais já estavam devidamente preenchidos.

Nome, sexo, número de identidade, telefone—informações corriqueiras, há tempos vazadas, talvez. Mas a seção de preferências preenchendo uma página inteira, incluindo as mais recentes “Queimar geladeira” e “Gêmeas de gelo”, era, sem dúvidas, um sinal de algo errado!

E não havia como desinstalar o aplicativo!

Como um veterano leitor de obras originais há quinze anos, Du Kang já intuía uma hipótese plausível: teria finalmente recebido o célebre “dedo de ouro” reservado aos leitores fiéis?

Pelo nome [Substituto de Trabalho], tudo indicava tratar-se de um “poder especial” para trabalhar no lugar de outros e receber por isso.

Seria um destino imposto por alguém que se cansara de vê-lo desempregado… ou melhor, flexível demais, e decidiu arranjar-lhe um ofício?

Mas, afinal, que tipos de substituição seriam essas? Como funcionaria? Seria possível ocultar-se dos demais…?

As dúvidas que o assaltaram três dias atrás retornaram, em sua maioria ainda sem resposta.

“Palácio do Santo Guerreiro… Templo de Guan Yu, auxiliar de limpeza diária?”

Du Kang fitava o pop-up na tela. O sono dissipara-se por completo; sua mente trabalhava a pleno vapor.

“Em qual templo de Guan Yu, exatamente? Preciso preparar algo? Só poderei saber para onde ir após aceitar? E se recusar ou aceitar e não comparecer, qual seria a penalidade?”

As informações eram escassas. Du Kang observou as duas malas ao lado da cama, preparadas há três dias para partir a qualquer instante. Por fim, pressionou o botão [Sim].

A janela sumiu, a tarefa passou ao status de “Aceita”, e ao clicar para visualizar, tudo o que encontrou foi uma mensagem lacônica: [Tarefa aceita, cumpra-a com zelo~]. Nada mais!

“Mas ao menos diga para qual Palácio do Santo Guerreiro devo ir!” Du Kang exclamou, perplexo. “Ou será que qualquer um serve?”

Antes que pudesse desvendar essa dúvida, uma onda de sonolência irrefreável abateu-se sobre ele. Percebendo o estranho, tentou resistir, mas, após dois segundos de luta, foi engolido pela maré, tombando sobre a cama num sono profundo.

Na tela ainda acesa do celular, uma linha se desenhou lentamente: [O turno de substituição teve início]. Em seguida, a tela se apagou, e o quarto mergulhou na escuridão.

“Foste enviado pelos imortais, para laborar temporariamente em meu lugar?”

“O quê?”

Du Kang ouviu uma frase quase ininteligível, com um timbre que lhe lembrou a entonação de uma ópera antiga. Instintivamente, respondeu e abriu os olhos. Sem saber como ou quando, o dia já raiava, e ele se encontrava diante de um portal duplo de madeira vermelha, frente a outro indivíduo.

Ao focar a visão, viu um ancião de expressão ansiosa, trajando uma túnica cinza e um lenço azul na cabeça, que o observava como a uma criatura exótica. E… havia também algumas linhas flutuando no ar, mudando de forma?

Du Kang olhou para as próprias roupas—era o conjunto que vestira na semana, o que explicava o olhar intrigado do velho.

Ainda bem que não atravessara vestindo o pijama…

Du Kang voltou-se às linhas flutuantes:

[Modo tutorial para iniciantes ativado, visto ser sua primeira substituição.]
[Módulo de conversão de voz e linguagem carregado com sucesso (permanente).]
[Solicitante ↓]

A terceira linha pairava isolada sobre a cabeça do velho, identificando-o como o solicitante da missão.

O próprio ancião, sem entender uma palavra do que Du Kang dissera, franziu o cenho e tornou a falar.

Desta vez, Du Kang compreendeu. Provavelmente graças ao “módulo de linguagem”, as palavras do velho soaram-lhe como um mandarim levemente acentuado.

“O que disseste? És realmente o enviado dos imortais para trabalhar temporariamente em meu lugar?”

“Imortal?” Uma multidão de pontos de interrogação pululou na mente de Du Kang, levando-o a pensar, inadvertidamente, na palavra—“comissão”.

Alguém… não, algum imortal estaria tirando comissão?!

“Sim, sou eu.”

Pôs de lado a questão, respondendo ao velho.

De todo modo, o tutorial do sistema deixava claro que o velho era o solicitante da missão. Independentemente da comissão, ou do modo como viera parar ali… ao menos, deveria cumprir o expediente antes de se preocupar.

“Que alívio, que alívio…” O ancião claramente relaxou, a expressão ansiosa esmaeceu-lhe o rosto. “Se assim é, por favor, venha logo comigo. O tempo urge, preciso instruí-lo sobre as tarefas e o modo de executá-las.”

“Oh… certo…” Du Kang acompanhou o velho, olhando ao redor com curiosidade, mas tentando disfarçar. Perguntou casualmente: “Como devo chamá-lo, senhor? E por que motivo precisou buscar um substituto?”

“Meu sobrenome é Bai; pode chamar-me de Velho Bai.” Ele respondeu, marchando à frente. Apesar da idade avançada, caminhava com surpreendente vigor, sem dar mostras de fraqueza.

“Sempre fui responsável pela limpeza e pequenas tarefas deste local. Mas, de súbito, surgiu uma emergência familiar e precisei partir. Não havia quem me substituísse. Justamente quando eu mais precisava, ouvi a voz de um imortal oferecendo ajuda—e, após relatar meus problemas, ele disse que alguém viria em meu auxílio. Fico-lhe eternamente grato, eternamente grato…”

“Entendo.” Du Kang assentiu. Na verdade, o que mais o intrigava era a identidade do tal imortal, mas não ousava perguntar; afinal, seu papel ali era o de “enviado pelo imortal”, e um deslize poderia denunciá-lo. Preferiu, pois, formular uma segunda questão, de igual relevância.

“Gostaria de saber, Velho Bai, qual será a remuneração por este serviço?”

“Como?” O velho Bai pareceu surpreso, a ponto de desacelerar o passo.

“A remuneração.” Du Kang repetiu, com convicção. “Prestar um serviço e receber por ele é perfeitamente justo, não concorda?”

Du Kang não esquecera—ao aceitar a tarefa, ela prometia [pagamento diário, salário a negociar].

Trabalhar de graça? Nem pensar!

Eu, Du Kang, estou aqui para substituir, não para fazer caridade!

PS: A partir de hoje, diário de convivência atualizado diariamente. Desde setembro do ano passado, quando comecei a dividir apartamento, só posso dizer que a experiência tem sido deliciosa e hilária—compartilharei alguns episódios.

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