Capítulo 3 — Finalmente Encontrei Alguém

Bertahan di Dunia Asing Sambil Mengembangkan Kekuatan Super Danau Nantiang 1262字 2026-03-15 14:44:33

        Tú Ran correu com toda a velocidade de que era capaz, mas mesmo assim não conseguiu escapar dos fragmentos de cadáveres que voavam por toda parte, sendo banhada da cabeça aos pés.
        — Urgh... —
        Tú Ran não conseguia controlar os acessos de náusea; não havia em seu corpo um único pedaço intacto. Pedaços viscosos de carne e água sanguinolenta exalavam um odor pútrido, misturado ao cheiro acre deixado pela explosão.
        Agora, não lhe restava o menor desejo de olhar para trás, queria apenas fugir dali o quanto antes.
        O solo, escorregadio, obrigava-a a avançar com extrema cautela, mas ainda assim, pisou distraidamente em algo semelhante a uma bola de gude, escorregando e caindo pesadamente ao chão.
        Ficou de costas, encarando o céu.
        Tú Ran sentiu-se tomada por um desalento absoluto—por que, afinal, era ela tão azarada?
        Lutando para sentar-se, seu olhar recaiu sobre o causador de sua queda.
        Uma pequena esfera do tamanho de uma unha, envolta em sangue e carne, reluzia com um brilho prateado, revelado pelo atrito do tombo, tornando-a imediatamente reconhecível.
        Tú Ran apanhou a esfera e a limpou na manga. Só então o objeto revelou sua verdadeira natureza: luminosa como uma pérola, emanava um fulgor prateado de dentro para fora.
        — Será que aquele “frango” também forma cálculos? —
        Ninguém respondeu à sua dúvida. Suspirando, Tú Ran lançou a misteriosa esfera no bolso da calça.
        Melhor guardar—vai que serve para alguma coisa.
        Por mais que tentasse convencer-se de que tudo aquilo não passava de um sonho, as sensações reais de dor, cheiro, tato e visão lembravam-lhe que não era um simples devaneio. Uma cena mágica e insólita, digna de um jogo, irrompia agora na realidade.
        
        Ou talvez tivesse sido transportada para um mundo mágico, alheio à realidade.
        Por mais difícil que fosse aceitar, Tú Ran logo obrigou-se a manter a calma.
        Precisava sair dali depressa—o cheiro de sangue era intenso demais. Caso alguma outra criatura de paladar duvidoso seguisse o rastro, estaria perdida.
        Ergueu-se, vencendo a ânsia de vômito, e limpou apressadamente o rosto sujo.
        Ao levantar a cabeça, deparou-se subitamente com o olhar de um homem de postura imponente.
        Ignorando o desprezo e repulsa estampados nos olhos dele, Tú Ran sentiu-se, ainda assim, genuinamente emocionada.
        — Um ser humano! Ela, de fato, encontrara outra pessoa!
        Talvez este mundo não fosse habitado apenas por monstros!
        Apressou o passo em direção ao desconhecido. À medida que se aproximava, notou um crachá de identificação preso ao braço esquerdo dele: Xie Xu.
        Então, o nome dele era Xie Xu.
        O homem recuou um passo e ergueu um braço, impedindo-a de avançar.
        Tú Ran, percebendo a situação, deteve-se onde estava. Sabia o quão deplorável devia parecer naquele momento: roupas em farrapos, exalando um odor horrendo—um aspecto certamente pouco atraente.
        Esforçou-se para compor uma expressão amigável, pronta para cumprimentá-lo, mas Xie Xu a interrompeu:
        — Você fez barulho demais agora há pouco.
        
        A voz, firme e serena, não revelava qualquer emoção.
        Pelo tom, parecia conhecê-la.
        Tú Ran sentiu uma centelha de esperança e preparava-se para perguntar onde estavam, mas ele já se afastava, sem olhar para trás.
        Que sujeito frio, pensou ela, ressentida.
        Não importava, haveria outro momento para perguntas—por ora, o essencial era segui-lo para fora dali.
        Manteve-se a uma distância respeitosa atrás de Xie Xu, observando-o abertamente.
        Era preciso admitir: o equipamento daquele homem era impressionante.
        Parecia o protagonista de um jogo de ficção científica, ostentando uma armadura exoesquelética, capacete, braço mecânico, óculos de visão noturna—todos os apetrechos possíveis, alguns familiares, outros nem tanto.
        Comparando-o a si mesma, Tú Ran não pôde deixar de pensar que o pouco tecido que lhe restava talvez tivesse origem semelhante ao de Xie Xu.
        Por exemplo, aquele aro metálico ajustado ao pulso, que ela decidiu chamar, provisoriamente, de bracelete. Tú Ran não sabia de que material era feito, apenas sentia o frio do metal, sem emendas visíveis, ondulando com um brilho líquido.